Fórum Itaboraí tem projetos premiados na 1ª Conferência de Promoção da Saúde da Fiocruz

Evento foi uma iniciativa das Vice-Presidência de Promoção e Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e faz parte do Programa Translacional de Promoção da Saúde (FioPromoS)

A Conferência

Realizada no Campus de Manguinhos durante os dias 8 e 10 de abril e 2 e 3 de julho, a conferência teve como objetivos incentivar a reflexão sobre os desafios teóricos e práticos da Promoção da Saúde, na perspectiva do fortalecimento do SUS, e de fortalecer as ações desenvolvidas institucionalmente neste campo de atuação. Contou com a participação de pesquisadores de universidades nacionais e internacionais, rodas de conversa e mesas redondas sobre Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, além de apresentações de projetos de diversas unidades da Fiocruz e expressões artísticas relacionadas aos temas abordados.

As iniciativas apresentadas serão utilizadas na elaboração de um portfólio e de um projeto estratégico com ênfase nas Tecnologias Sociais em Saúde, com o objetivo de desenvolver ações integradas da Academia com os Territórios.

 

A participação do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde

O Fórum Itaboraí teve participação destacada na conferência, com apresentações de projetos com foco na participação social e promoção da saúde.

Na modalidade oral, foram apresentados dois trabalhos: a) A estratégia da saúde da família no município de Petrópolis como indutora da participação popular na promoção da saúde*, cujo objetivo é incentivar a criação de redes entre as instituições públicas e lideranças comunitárias para discussão participativa de políticas de promoção de saúde; b) Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí”*, projeto voltado para estudantes secundaristas da rede pública como meio de inserção social e fortalecimento da cidadania.

Na modalidade “pôster” foram apresentados 3 trabalhos, sendo 2 deles premiados entre 190 da mesma modalidade: o pôster O uso da cartografia participativa para a identificação de áreas de vulnerabilidade socioambiental e promoção da saúde no município de Petrópolis”*, estudo que demonstra como o conhecimento do território desempenha um papel fundamental na atuação dos agentes de saúde, recebeu o prêmio “Menção Honrosa em Promoção da Saúde e Vulnerabilidade Socioambiental”.

O outro pôster premiado com uma “Menção Honrosa em Comunidades Saudáveis e Agenda 2030” foi O Teatro do Oprimido e a Agenda 2030”*, que consiste em dinâmica teatral baseada na metodologia criada por Augusto Boal e é utilizada no projeto do Fórum Itaboraí para sensibilizar coletividades e incentivar a mobilização social sobre os principais problemas de cada comunidade.

O terceiro pôster apresentado, Plantas Medicinais e Plantas Alimentícias Não Convencionais como indutoras da promoção da saúde”*, trata de um projeto que promove o uso de plantas medicinais e alimentícias não convencionais no município de Petrópolis , mediante estratégias integradas de produção ,pesquisa ,ensino, extensão e cooperação técnica com produtores e o poder público.

O Fórum Itaboraí contribuiu também com a apresentação de um concerto da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, com uma exposição viva de plantas do acervo da Trilha do Arboreto e com a apresentação da peça “Toma que o filho é teu”, encenado pelo grupo de Teatro do Oprimido do Fórum Itaboraí, que abordou a questão dos resíduos sólidos, um problema prioritário para as comunidades participantes do projeto.

* Link para download e visualização do material.

 

Prorrogada a exposição "Dinossauros e Geoparques do Brasil"

Mostra interativa e gratuita estará em cartaz até 31 de agosto

 

Devido ao grande sucesso, a exposição interativa Dinossauros e Geoparques do Brasil, em exibição no Fórum Itaboraí, foi prorrogada e estará em cartaz até 31 de agosto, com entrada franca. Voltada ao público de todas as idades, a mostra traz informações científicas e curiosidades sobre os dinossauros e provoca a reflexão sobre a geoconservação e o uso sustentável de áreas geográficas com relevante patrimônio geológico, os geoparques. Fruto de parceria do Fórum Itaboraí, do Museu de Ciências da Terra e do Serviço Geológico do Brasil – CPRM a exposição já recebeu 7.400 visitantes, desde início de maio, quando foi aberta.

 

Os visitantes poderão interagir com uma “caixa de escavação”, descobrindo achados importantes para a Ciência, poderão também medir o tamanho dos próprios pés em comparação a uma “pata de dinossauro”, conhecer por onde andavam estes animais pré históricos em nosso Brasil e, seguindo as pegadas (originais e réplicas) de terópodes e ornitópodes, adentrar o Vale dos Dinossauros, um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo, situado no estado da Paraíba. O público poderá, ainda, ver de perto uma réplica de esqueleto de um dinossauro e se encantar com essas criaturas que habitaram nosso planeta antes de nós.

 

Grupos interessados podem fazer o agendamento prévio pelo telefone (24) 2246-1430, com Juliana Possas. O Palácio Itaboraí, sede do Fórum, fica à rua Visconde de Itaboraí, 188, Valparaíso, em Petrópolis, e a mostra pode ser visitada de segunda a sexta, de 8h30 às 16h30, e aos sábados, de 9h às 16h. Classificação etária: livre.

 

 

Do mato ao prato - Guia de Plantas Alimentícias Não Convencionais

Publicação do Fórum Itaboraí inclui receitas culinárias e informações nutricionais sobre plantas alimentícias não convencionais

Já está disponível para consulta e download gratuito (clique aqui para acessar) a nova publicação do Fórum Itaboraí. O “Guia de Plantas Alimentícias não Convencionais - PANC” reúne informações científicas, técnicas e nutricionais de 21 espécies de PANC, plantas comestíveis encontradas em Petrópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro. A matéria também traz curiosidades, termos culinários, dicas de como higienizar os vegetais, receitas e fotos, tanto das plantas em seus hábitats naturais, como delas no prato.

Segundo o Diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, esta publicação tem o propósito de disseminar conhecimentos relacionados ao plantio e ao consumo dessas plantas, que hoje estão sendo redescobertas e exploradas em novas opções de cardápios e valorizadas no seu uso e valores nutricionais. “No Brasil, em seus diferentes biomas, temos uma biodiversidade magnífica, que pode ser melhor explorada contribuindo para a complementação alimentar, para a diversificação dos cardápios e redução dos custos dos alimentos, na busca de uma alimentação cada vez mais saudável e mais acessível. Com o tempo, a produção familiar do seu próprio alimento sucumbiu à produção de mercado e fomos nos esquecendo destas plantas que dão espontaneamente e das quais podemos nos nutrir”, explica Rosenberg. “Sem contar que o patrimônio culinário expresso nos pratos, nas receitas tradicionais, faz parte da memória afetiva, do registro, da transmissão oral de nossa herança cultural. Então, acreditamos que nos ambientes urbanos é possível cultivar pequenas hortas e canteiros com PANC e conciliar os hábitos contemporâneos às nossas origens, resgatando nossa história alimentar, contribuindo com conservação da sociobiodiversidade e obtendo alimentos diversificados, saudáveis, de menor custo e surpreendendo com novas cores e sabores”, conclui o Diretor.

 

Sobre as PANC

O termo PANC, atribuído a Plantas Alimentícias Não Convencionais, foi cunhado e começou a ser usado e divulgado em 2008 pelo Biólogo e Professor do Instituto Federal do Amazonas, Valdely Ferreira Kinupp. Refere-se a todas as plantas que possuem uma ou mais partes comestíveis, sendo elas espontâneas ou cultivadas, nativas ou exóticas que não estão incluídas em nosso cardápio cotidiano. Por esta razão, uma mesma planta pode ser considerada convencional em uma região, porém não convencional em outra. E caso seu uso seja resgatado ou propagado, tal planta pode vir a ser convencional, passando a ser reconhecida, produzida, comercializada, fazendo parte do dia a dia alimentar de dada população. Kinupp destaca que entre 10 a 20% da flora mundial tem potencial alimentício. Dentre as PANC que podem ser encontradas em Petrópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro estão, por exemplo, o peixinho e a ora-pro-nobis, além de partes comestíveis e não frequentemente consumidas de plantas convencionais, como as folhas e talos da cenoura, beterraba, couve-flor, abóbora, batata-doce, entre outras.

Adilson Oliveira é nutricionista e faz parte da equipe do Programa de Biodiversidade e Saúde do Fórum Itaboraí. Entusiasta e envolvido com os trabalhos que resultaram nesta publicação, ele esclarece que uma mesma planta pode ser considerada convencional em uma região e não convencional em outra, e que, com o tempo, conforme seu uso seja resgatado ou propagado, ela passará a ser convencional, sendo reconhecida, produzida, comercializada e fazendo parte do dia a dia alimentar dessa população. Também são PANC as partes comestíveis e não frequentemente consumidas de plantas convencionais, como as folhas e talos de: cenoura, beterraba, couve-flor, abóbora, batata-doce, entre outras. Ele acrescenta que estas plantas não têm sido produzidas por falta de conhecimento dos agricultores ou porque elas foram “esquecidas” pelo mercado. “O cultivo destas plantas também apresenta vantagens em relação aos cultivos tradicionais, pois as PANC são mais resistentes a pragas e se integram melhor com a fauna e a flora nativa. Muitas delas também possuem potencial para complementação da renda familiar. Em síntese, as PANC são a própria essência do conceito de agroecologia”, explica Adilson. “Seja na forma do alimento propriamente dito, ou como substâncias condimentares ou aromáticas, substitutas de sal, edulcorantes, amaciantes de carnes e corantes, as PANC podem ser inseridas na alimentação cotidiana, com ganhos nutricionais e baixo custo”, complementa o nutricionista.

 

Palácio Itaboraí promove evento sobre a alimentação livre de agrotóxico

 

Programação integra a Semana dos Orgânicos, que acontece em todo o país

 

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, integrará a Semana Nacional do Alimento Orgânico, com atividades gratuitas e abertas ao público no dia 31 de maio, de 8h às 16h, no Palácio Itaboraí, sede do Fórum. Na programação estão uma feira de exposição e venda de produtos orgânicos e agroecológicos e a exibição de filme, seguida de debate, sobre a promoção da alimentação livre de agrotóxico.

 

Semana dos Orgânicos

Realizada anualmente na última semana de maio, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a campanha nacional do “Produto Orgânico – melhor para a vida” está em sua 15ª. edição e, em 2019, traz como tema “Qualidade e saúde: do plantio ao prato”. De acordo com informações do próprio Ministério, um dos principais objetivos da campanha é informar o consumidor como reconhecer o produto orgânico nos locais de comercialização e estimular que ele participe como agente no controle da qualidade orgânica, melhorando a relação de confiança com os produtores. A agenda também pretende trazer à luz princípios agroecológicos que viabilizam a produção de alimentos e outros produtos de uso do ser humano de forma mais harmônica com a natureza, valorizando a biodiversidade, contribuindo com a saúde de todas as partes envolvidas e promovendo a justiça social nos diversos segmentos da cadeia produtiva.

 

Na feira, produtores de Petrópolis, especificamente do Brejal, Caxambu e Secretário, estarão expondo e vendendo seus produtos orgânicos e agroecológicos a preços acessíveis, durante todo o dia. Nela, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também montará um ponto de informações aos visitantes e consumidores sobre alimentação livre de agrotóxico. Além da feira, o Fórum Itaboraí exibirá, no mesmo dia, em quatro sessões, o documentário “O veneno está na mesa 2”, que amplia o debate sobre o uso de agrotóxicos no Brasil e as alternativas saudáveis de produção de alimentos. Sob a direção do cineasta Silvio Tendler, o filme atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. Apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. Das quatro sessões, duas delas, às 9h e 14h, são exclusivas aos alunos das escolas Gunnar Vingren e Terra Santa, unidades públicas escolares vizinhas ao Fórum Itaboraí. Já as sessões das 10h e das 13h serão abertas ao público. Todas as sessões serão seguidas de debates sobre agrotóxicos. A classificação indicativa do filme é livre.

 

Novo espaço para a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – OCPIT conta com um novo e exclusivo espaço para aulas e ensaios de seus jovens instrumentistas, em um anexo parcialmente recuperado no Palácio Itaboraí. São quatro salas que irão propiciar maior comodidade para professores e para os quase 30 estudantes que frequentam aulas de teoria musical e de prática orquestral, além de estudos individuais de instrumento, permanecendo, em média, três tardes por semana no Palácio Itaboraí.

Criada em fevereiro de 2013, a OCPIT é um projeto sociocultural voltado à formação orquestral, humanista e profissionalizante de alunos da rede pública de ensino de Petrópolis, idealizado e mantido pelo Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis. Os jovens recebem formação gratuita no período de quatro anos, por meio de aulas teóricas e práticas de música, além de apresentações regulares de concertos para diversos públicos, principalmente para escolas da rede pública de Petrópolis, com carga horária de 300 horas ao longo do ano. No decorrer dos seis anos de existência da Orquestra, quatro de seus egressos instrumentistas estão cursando o ensino superior de música, nos cursos de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e da Universidade Católica de Petrópolis – UCP.

As pessoas que tiverem interesse em conhecer de perto o trabalho da Orquestra, vivenciar um pouco da dinâmica dos estudantes e apreciar o repertório atual da OCPIT podem participar, como ouvintes, dos ensaios abertos, que acontecerão duas vezes ao mês, às primeiras e terceiras quintas-feiras. A participação requer agendamento prévio, pelo telefone (24) 2246-1430, com Nina Mayer.

Exposições no Fórum Itaboraí - 2019

PALÁCIO ITABORAÍ RECEBE A EXPOSIÇÃO DINOSSAUROS E GEOPARQUES DO BRASIL

Mostra interativa e gratuita traz informações científicas e promete descobertas para todas as idades

 

Dinossauros e Geoparques do Brasil é a nova exposição interativa em cartaz no Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, de 06 de maio a 02 de agosto de 2019, com entrada franca. Voltada ao público de todas as idades, a mostra traz informações científicas e curiosidades sobre os dinossauros e provoca a reflexão sobre a geoconservação e o uso sustentável de áreas geográficas com relevante patrimônio geológico, os geoparques.

Os visitantes poderão interagir com uma “caixa de escavação”, descobrindo achados importantes para a Ciência, poderão também medir o tamanho dos próprios pés em comparação a uma “pata de dinossauro”, conhecer por onde andavam estes animais pré históricos em nosso Brasil e, seguindo as pegadas (originais e réplicas) de terópodes e ornitópodes, adentrar o Vale dos Dinossauros, um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo, situado no estado da Paraíba. O público poderá, ainda, ver de perto uma réplica de esqueleto de um dinossauro e se encantar com essas criaturas que habitaram nosso planeta antes de nós.

 

Geoparques

Um geoparque, segundo a UNESCO, é uma área geográfica onde sítios do patrimônio geológico são partes de um conceito integrado de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Um geoparque deve gerar atividade econômica, notadamente através do geoturismo, e envolve um número de geossítios ou sítios geológicos de importância científica, raridade ou beleza, incluindo formas de relevo e suas paisagens. Aspectos arqueológicos, ecológicos, históricos ou culturais podem representar importantes componentes de um geoparque.  O Brasil, com sua rica geodiversidade, contendo testemunhos de praticamente todas as eras geológicas, aliada à sua imensa extensão territorial, possui grande potencial para a proposição de geoparques. O Brasil tem somente um geoparque integrado à Rede Global de Geoparques, o Geoparque Araripe(2006), no Ceará, o primeiro das Américas e, até o momento, o segundo geoparque latino-americano. O Projeto Geoparques, criado pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM, está em curso e prevê-se, em futuro próximo, a implantação de novos geoparques no Brasil, como o de Rio do Peixe (PB), Quarta Colônia (RS) e Bodoquena-Pantanal (MS).

 

A exposição Dinossauros e Geoparques do Brasil é uma parceria do Fórum Itaboraí , do Museu de Ciências da Terra e do Serviço Geológico do Brasil – CPRM. Grupos podem fazer o agendamento prévio pelo telefone (24) 2246-1430, com Juliana Possas. O Palácio Itaboraí, sede do Fórum, fica à rua Visconde de Itaboraí, 188, Valparaíso, em Petrópolis, e a mostra pode ser visitada de segunda a sexta, de 8h30 às 16h30, e aos sábados, de 9h às 16h. Classificação etária: livre. Outras informações em: http://www.cprm.gov.br/publique/Noticias/Petropolis-%28RJ%29-recebe-pela-primeira-vez-exposicao-sobre-Geoparques-e-Dinossauros-5659.html

 

Associação de Pais e Amigos da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí elegerá novos membros

Comunicamos que a Associação de Pais e Amigos da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – OCPIT realizará Assembleia Geral Extraordinária, no dia 11 de abril, às 17h30, no auditório do Palácio Itaboraí, com o objetivo de constituir, por eleição, nova Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal e Administrativo da Associação. Não há prerrequisito para participar. Para aquelas pessoas que tiverem interesse, o estatuto da Associação pode ser acessado aqui.

 

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