Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí apresenta concertos gratuitos de fim de ano no Cine Teatro do Museu Imperial

No repertório estão obras de grandes compositores, como Haendel, Gluck, Mozart, Tchaikovsky, Villa-Lobos, Guerra-Peixe, entre outros

Para encerrar a agenda de apresentação de 2019, nos dias 17 e 18/12, a OCPIT realiza seu já tradicional concerto no Cine Teatro do Museu Imperial, ambas as apresentações às 18h30. As apresentações são gratuitas mas as vagas são limitadas. Solicitações de reserva poderão ser feitas a partir de 02 de dezembro pelo telefone (24) 2246-1430.

Confira a programação dos 2 dias de apresentação:

Fórum Itaboraí sedia evento sobre práticas e soluções para consolidação e fortalecimento do SUS

Encontro reuniu gestores públicos e profissionais de saúde de seis municípios do estado do Rio

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, sediou ontem (11) a 15ª Roda de Práticas e Soluções em Saúde e Ambiente IdeiaSUS. O encontro faz parte da cooperação técnica coordenada pela Presidência da Fiocruz, com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), no âmbito da Rede de Apoio à Gestão Estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS). As rodas de práticas têm o objetivo de promover espaços de reflexão sobre SUS nos municípios. Em Petrópolis, o encontro reuniu, além dos agentes promotores, secretários municipais e profissionais de saúde de seis municípios do interior do estado do Rio de Janeiro, sendo quatro da Região Serrana (Petrópolis, Nova Friburgo, Macuco e Carmo) e dois do Centro Sul (Vassouras e Paraíba do Sul).

 

Para Valcler Rangel Fernandes, Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz e Coordenador do IdeiaSUS, a iniciativa é um bom exemplo dos esforços da Fiocruz em atuar para além do papel que deve exercer uma instituição federal ligada ao Ministério da Saúde, fortalecendo o relacionamento direto com estados e municípios. “Nossa concepção é olhar para o SUS como um grande ambiente de inovação e olhar para a expansão da Atenção Básica, que acontece nos territórios, e que possibilitou o crescimento dessa grande plataforma de práticas em saúde”, complementa o coordenador.

 

O IdeiaSUS parte do princípio que a troca de experiências - exitosas ou não - são essenciais ao processo de consolidação e fortalecimento do SUS. “As rodas de prática servem para vermos que o SUS está vivo, que as iniciativas estão acontecendo e acontecendo com qualidade”, reforça Maria da Conceição de Souza Rocha, Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio de Janeiro (Cosems RJ) e Secretária Municipal de Saúde de Piraí. “Precisamos conhecer e debater sobre as necessidades de saúde e as necessidades sociais, porque são elas que acabam orientando como vamos organizar as políticas públicas no território”, complementa Maria da Conceição.

 

Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí, celebra a oportunidade das diferentes esferas governamentais se encontrarem para refletir sobre práticas em saúde. “A sinergia entre as instituições federais, como é o caso da Fiocruz, e o executor local é determinante para que, de um lado, a população perceba a ação do poder público como um todo, de forma integrada, e, de outro, para que a comunidade seja vista em sua totalidade e não como algo fragmentado. E as novas tecnologias sociais em saúde devem focar nos territórios onde as famílias de maior exclusão social habitam”, avalia Rosenberg.

 

Conheça, a seguir, as práticas apresentadas na 15ª. Roda. Todas a práticas do IdeiaSUS são disponibilizadas na Plataforma Colaborativa do IdeiaSUS (www.ideiasus.fiocruz.br).

 

PRÁTICAS DA REGIÃO SERRANA:

1- Secretaria Municipal de Saúde do município de Macuco: Implementação do Protocolo do "Ponto G da Gestação"/ Dia da semana escolhido para a realização do pré-natal através do cuidado em rede/ampliação do acesso.

2- Secretaria Municipal de Saúde do município de Carmo: A Saúde Mental como campo de atuação da terapia comunitária integrativa: o fortalecimento do acolhimento aos sofrimentos no CAPS.

3- Secretaria Municipal de Saúde do município de Petrópolis: Participação popular na Estratégia Saúde da Família em Petrópolis: experiência de organização de Conselhos Locais nas sete regiões da Rede Básica de Saúde.

4- Secretaria Municipal de Saúde do município de Nova Friburgo: O Acesso da Mulher ao pré-natal: organização da Atenção Básica como porta de entrada e coordenadora do cuidado.

 

PRÁTICAS DA REGIÃO CENTRO SUL:

5- Secretaria Municipal de Saúde do município de Vassouras: Atenção Domiciliar: a integralidade do cuidado promovendo saúde e prevenindo agravos.

6- Secretaria Municipal de Saúde do município de Paraíba do Sul: Vigilância Itinerante.

 

Fórum Itaboraí - FIOCRUZ/Petrópolis e Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) oferecem Curso de Especialização em Gestão Urbana e Saúde

Das 24 vagas oferecidas, 16 serão destinadass para funcionários do Município de Petrópolis

Estão abertas as inscrições para o Curso de Especialização em Gestão Urbana e Saúde oferecido pela Escola Nacional de Saúde Pública (ESNP) e Fórum Itaboraí - FIOCRUZ/Petrópolis. O curso tem como objetivo desenvolver uma visão crítica e estratégica sobre as políticas, planos e programas que tem determinado historicamente a expansão das cidades brasileiras, fortalecendo e ampliando a pauta da Saúde Coletiva na agenda e nas práticas de gestão e planejamento urbanos do país.
 
A quem se destina?
Profissionais graduados de todas as áreas atuando nos municípios da Região Serrana e, preferencialmente no Município de Petrópolis, e que busquem qualificação e formação para o desenvolvimento de práticas de formulação e execução de políticas, programas e projetos de intervenções urbanas e territoriais, na sua relação com a saúde coletiva.
 
Oferta de Vagas
Serão ao todo 24 (vinte e quatro) vagas, sendo 20 (vinte) vagas para candidatos de ampla concorrência, 03 (três) vagas para ações afirmativas e 01 (uma) vaga para candidatos estrangeiros;
Das 24 vagas, serão destinadas 16 (dezesseis) vagas para os para funcionários do Município de Petrópolis.
 
Carga Horária
400h (360h presenciais às sextas-feiras das 09h as 18h e eventualmente em trabalhos de campo aos sábados)
 
Período de inscrição
26/11/2019 a 03/01/2020
 
Como se inscrever?

Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí - OCPIT apresenta concertos gratuitos de fim de ano em Petrópolis e no Rio de Janeiro

Na agenda, estão apresentações na programação do Natal Imperial e no Circuito Música no Museu, no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – OCPIT realizará quatro novas apresentações gratuitas e abertas ao público, em Petrópolis e no Rio de Janeiro, fechando a agenda do grupo em 2019. No dia 29/11, sexta-feira, às 15h, a Orquestra se apresenta na Sala Villa-Lobos, do Instituto Villa-Lobos da UniRio. No dia seguinte, 30/11, sábado, os jovens instrumentistas sobem ao palco na Praça da Liberdade, às 18h, integrando a programação oficial do “Natal Imperial”, promovido pela Prefeitura de Petrópolis.

Já no dia 04/12, quarta-feira, às 12h30, a OCPIT se apresenta em formação de camerata no Circuito Música no Museu, no CCBB, no Rio de Janeiro. Formada em 2018, com músicos mais experientes da Orquestra, a Camerata do Palácio Itaboraí conta atualmente com 13 jovens, tendo no repertório músicas eruditas de compositores brasileiros e estrangeiros, novos e consagrados, geralmente dispostas em ordem cronológica. E, para encerrar a agenda, nos dias 17 e 18/12, a OCPIT realiza seu já tradicional concerto no Cine Teatro do Museu Imperial, ambas as apresentações às 18h30. No repertório estão obras de grandes compositores, como Haendel, Gluck, Mozart, Tchaikovsky, Villa-Lobos, Guerra-Peixe, entre outros. As vagas para as apresentações do Museu Imperial são limitadas e solicitações de reserva poderão ser feitas a partir de 02 de dezembro pelo telefone (24) 2246-1430.

 

Fórum Itaboraí participa do Seminário de Tecnologia Social no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, em Brasília

Felix Rosenberg e Marina Rodrigues, diretor e analista social do Fórum Itaboraí, participaram do evento que aconteceu nos dias 18 e 19 de novembro

 

O encontro teve o objetivo de realizar o acompanhamento dos projetos selecionados pela chamada pública de apoio a pesquisas em tecnologias sociais, lançado em 2018 pelo CNPq, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC e Ministério da Cidadania. De um total superior a 600 projetos apresentados, o edital nacional contemplou 61 projetos voltados ao desenvolvimento, reaplicação, aperfeiçoamento e avaliação de Tecnologias Sociais que promovam geração de renda, inclusão no mundo do trabalho e autonomia econômica das famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e que atendam aos requisitos de simplicidade, fácil aplicabilidade, reaplicabilidade, efetivo impacto e repercussão social. Além disso, os projetos devem estar relacionados a um ou mais de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O único projeto aprovado em Petrópolis volta-se ao desenvolvimento e aplicação de tecnologias sociais que permitem elaborar, com a participação das comunidades que habitam nos territórios de maior exclusão social, o diagnóstico dos seus principais problemas e potencialidades e fomentar o desenho de políticas públicas e uma maior inserção social e produtiva das mesmas. É coordenado pelo Fórum Itaboraí/Fiocruz-Petrópolis e dele participam também a Escola Politécnica de Saúde Pública Joaquim Venâncio, da Fiocruz; a Prefeitura de Petrópolis, por meio das Secretariais Municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, e o Departamento Municipal de Planejamento Urbano; além do Curso de Engenharia da Produção da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Arquitetura da Católica de Petrópolis (UCP).

Para Felix Rosenberg, são três motivos para celebrar: “Em tempo de tanta conturbação política, social e econômica no nosso país, celebramos , em primeiro lugar, em razão da extraordinária iniciativa conjunta do CNPq, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério da Cidadania que ansiamos seja repetida e ampliada; o segundo motivo é sucesso do primeiro seminário de tecnologias sociais, que permitiu não somente conhecer os mais destacados trabalhos de tecnologia social no país, mas também estabelecer amizades e parcerias entre os coordenadores desses projetos pelo Brasil afora; e, por último, pelo reconhecimento por parte da comunidade acadêmica desse campo de conhecimento do trabalho do Fórum Itaboraí / Fiocruz que, dentre outros logros, se destaca pela inovação na aplicação de tecnologias sociais; sua contribuição para a redução das desigualdades; a organização e participação comunitária e o enfoque e prática intersetorial envolvendo diversos órgãos do governo local, universidades e organizações e lideranças comunitárias”, explica o diretor.

Os demais projetos apoiados incluem iniciativas de saneamento alternativo para comunidades rurais amazônicas; reuso de água para produção agrícola em assentamentos do sermiárido nordestino; redução de vulnerabilidade de comunidades em áreas susceptíveis à desertificação; agregação de valor ao produto e geração de renda aos pescadores do Rio Uruguai, elaboração de modelo de cooperativas de prestação de serviços autônomos; agroecologia; compostagem de resíduos sólidos de baixo custo; economia solidária e agroecologia para ações em comunidades de dependentes químicos; tecnologias sociais para proteção à biodiversidade; entre outros.

 

Fórum Itaboraí promove encontro de líderes comunitários petropolitanos

Provocados por espetáculo do Teatro do Oprimido sobre racismo, participantes refletiram e discutiram sobre desigualdades sociais

 

No último dia 15 de novembro, líderes das comunidades Nossa Senhora de Fátima, na Posse; do Alemão, no Retiro; da Glória, em Corrêas; e do Meio da Serra estiveram reunidos na comunidade de Pedras Brancas, na Mosela, para trocar ideias e intercambiar conhecimentos e experiências frente aos desafios destes territórios petropolitanos, que vivem problemas socioeconômicos e ambientais similares.

A iniciativa foi facilitada pelo Fórum Itaboraí que coordena o projeto para o desenvolvimento, replicação e aperfeiçoamento de tecnologia social para inclusão cidadã nestes cincos territórios de agudas desigualdades sociais em Petrópolis. Este projeto é um dos 61 selecionados em todo o país na chamada pública de 2018 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq; do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC; e do Ministério da Cidadania.

O encontro aconteceu na quadra da comunidade Pedras Brancas, com o apoio da associação de moradores do bairro, e reuniu cerca de 40 pessoas. O ponto alto foi a apresentação da peça “Suspeito”, encenada pelo coletivo do Centro do Teatro do Oprimido “A Cor do Brasil” que reúne artistas-ativistas afrodescendentes interessados em aprofundar e ampliar a discussão pública sobre o racismo através da arte. “Suspeito aborda o racismo institucional e difuso, que, apesar de estar presente na vida cotidiana de negros e negras e de produzir consequências concretas para a desigualdade racial no país, ainda parece imperceptível por estar camuflado em um misto de camaradagem e meritocracia”, explica Alessandro Conceição, que integra o elenco Cor do Brasil. Ainda, segundo o ator, “a forma difusa e simbólica de expressão desse racismo cotidiano dificulta tanto a identificação quanto a luta por sua superação”.

De acordo com Marina Rodrigues, analista social do Fórum Itaboraí, o Teatro do Oprimido foi escolhido como ferramenta para aproximação e articulação territorial entre comunidades que vivem realidades similares. “São comunidades localizadas em diferentes regiões de Petrópolis, inclusive nas fronteiras do município, mas que guardam muita proximidade quando estamos falando da realidade social, econômica e ambiental desses lugares. E com o Teatro do Oprimido buscamos provocar uma reflexão sobre situações, condições e vivências tão comuns quanto cotidianas das pessoas que habitam estes territórios, que encontram poucos espaços e tempo para pensar, problematizar e dialogar sobre questões que as afetam. E, certamente, trocando experiências e ideias as comunidades se fortalecem”, avalia a pesquisadora.

Cláudio Noronha é presidente da Associação de Moradores do Alemão, comunidade localizada no Retiro, formada, segundo ele, por cerca de cinco mil habitantes. O líder comunitário participou do encontro e conta que a peça “Suspeito” o provocou a pensar e a perceber que tem pessoas que ainda não desistiram de lutar por um Brasil melhor. “A peça fala sobre racismo, sobre desigualdade e fala nossa língua, nos sentimos parte do que é colocado ali. Eles mostraram uma realidade que vivemos todos os dias, no shopping, nas ruas, no trabalho, e que pessoas como nós não têm coragem e não sabem se manifestar diante disso. É uma peça que precisa passar pra quem vive lá na comunidade, até para despertar nos jovens, nas pessoas de forma geral, o desejo de se abrirem, de desabafar e também saber como lidar com situações como estas, de discriminação”, explica Noronha. “Participar de encontros como este nos tiram da zona de conforto, nos permitem ter novas ideias e conhecer experiências de outros líderes que vivem situações parecidas com as nossas. Eu moro dentro de uma comunidade que precisa ter estas perspectivas. Saí renovado”, celebra o líder comunitário.

 

Processo seletivo 2020 da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí - Inscrições prorrogadas até 29 de novembro

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí

Em funcionamento desde fevereiro de 2013, a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí é um Projeto Sócio – Cultural gratuito de formação de orquestra composto por um conjunto de aulas de teoria e harmonia, prática orquestral e instrumento. O Ciclo Básico do curso tem duração de 4 anos e conta com aulas três vezes por semana no período da tarde. Para àqueles estudantes que pretendem fazer nível superior em música, o projeto desenvolve um trabalho de preparação para o Teste de Habilidade Específica (THE), exigido junto ao Enem nas Universidades Públicas. Clique aqui para ver o documentário sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, produzido entre 2016 e 2017.

 

Processo Seletivo 2020

Destinado a estudantes matriculados na rede pública de ensino que estejam cursando prioritariamente entre o 7° ano do ensino fundamental e o 1° ano do ensino médio, o processo seletivo de 2020 irá selecionar novos alunos para os seguintes instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete. A seleção ocorrerá em duas etapas, ambas no dia 30 de novembro: entrevista sócio-motivacional e avaliação geral de aptidões musicais, ambas no Palácio Itaboraí.

Nenhum teste de teoria musical será exigido e candidatos que não possuem instrumentos poderão participar da seleção normalmente.

 

Inscrições

As inscrições foram prorrogadas até 29 de novembro e poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, de 08h às 17h, através do telefone (24) 2246-1430 ou na secretaria do Palácio Itaboraí localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 188, no Valparaíso em Petrópolis.

Não realizaremos inscrições por e-mail.

 

Para agilizar o processo de inscrição, tenha em mãos as seguintes informações:

1-Nome completo e idade do candidato

2-Endereço

3-Bairro

4-Nome da Instituição de Ensino

5-Escolaridade (ano cursado em 2019)

6-Telefone Fixo

7-Telefone Celular

8-Já sabe tocar algum Instrumento?  Qual?

9- Para qual instrumento deseja se candidatar?

 

Para candidatos com menos de 18 anos também devem ser informados os seguintes dados:

1-Nome completo do responsável

2-Telefone celular do responsável 

3-Profissão do responsável 

 

Clique aqui para visualizar o material de divulgação do processo seletivo 2020.

Moradores da comunidade Primeiro de Maio criam horta comunitária com o apoio do Fórum Itaboraí

No último sábado, 26, mais de 30 pessoas, entre crianças e adultos da comunidade Primeiro de Maio, em Madame Machado, Itaipava, participaram de um mutirão para criação de uma horta comunitária, com o propósito de unir os moradores e contribuir com a qualidade alimentar de quem vive na localidade. A iniciativa é da associação de moradores do bairro e conta com o apoio técnico do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, e com a parceria do quilombo da Tapera, na doação de mudas.

O morador e presidente da Associação de Moradores de Primeiro de Maio/Madame Machado, Amilton Oliveira, conta que a ideia nasceu do desejo de alguns moradores de criar uma horta medicinal para incentivar a comunidade a plantar seu próprio remédio. “Mas com o apoio da Fiocruz fomos amadurecendo nossa proposta e entendemos que poderíamos ter mais que plantas medicinais, poderíamos plantar também hortaliças, para nossa alimentação. E mais: a horta será um lugar onde vamos nos encontrar, onde cuidaremos juntos do que vamos consumir e, unidos, podemos realizar outras ações para o bem de nosso bairro”, comemora Amilton.

Durante o mutirão, crianças e adultos prepararam os canteiros, abriram os berços para as mudas, realizaram o plantio e cobriram a área com capim, para proteger o solo. Dentre eles estava Adalberto Bernardes, pedreiro e morador do bairro há 40 anos, nascido e criado na roça e que disse amar mexer com a terra, plantar, cuidar, ver crescer e depois colher. “Foi divertido e importante para a comunidade, principalmente para muitas crianças, que nunca tinham lidado com a terra e só veem determinados alimentos na quitanda ou no prato. E incrível conhecer como as coisas acontecem na natureza e saber que você pode ser parte disso”, avalia o morador. Adalberto faz questão de sugerir que, com a união da comunidade, o próximo mutirão poderá ser para reflorestar uma área no alto da comunidade, região onde existe uma nascente que abastece, segundo ele, pelo menos 60 moradores da comunidade e que vem sendo degradada pelo fogo e pelo desmatamento, além de ser um local onde já houve tentativa de invasão e loteamento.

A horta comunitária está sendo implantada nos fundos da própria Associação, em uma parte do terreno que estava, segundo Amilton, com mato alto e aspecto de abandonada. “Estamos dando uma nova função ao espaço. O próximo passo é finalizarmos o sistema de irrigação, que faremos com a ajuda de moradores e de técnicos da Fiocruz. Em seguida, ainda em novembro, realizaremos uma reunião comunitária para juntos elaborarmos como será o cuidado, as contribuições voluntárias de quem quer participar e como a comunidade vai se beneficiar do que for produzido. Uma das ideias é fazermos uma feira livre, em frente à Associação, com o excedente, para ajudar a manter a horta, até porque não temos feira dentro do bairro. Vai ser bom pra todo mundo”, visiona, entusiasmado, o presidente da Associação. Ele acrescenta, ainda, que nos planos está também a construção de uma estufa, para produção de mudas tanto para atender a horta quanto para fazer o intercâmbio com outras comunidades.

 

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