Fórum Itaboraí recebe visita do prefeito em exercício de Petrópolis

Texto: Thaís Ferreira (Fórum Itaboraí / Fiocruz) /  Foto: Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz)

Na última quinta-feira (07/01), em sua primeira semana à frente do executivo municipal, o prefeito interino de Petrópolis, Hingo Hammes, fez uma visita de cortesia e aproximação ao Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, representado pelo seu diretor Felix Rosenberg.

O objetivo foi ampliar, fortalecer e garantir os vínculos institucionais existentes entre Fiocruz e Prefeitura Municipal e Petrópolis – PMP, estabelecidos desde outubro de 2011, quando o Fórum Itaboraí se instituiu formalmente em Petrópolis. Desde então, a PMP e a Fiocruz-Petrópolis são parceiras em diversos programas e projetos que envolvem a promoção integral da saúde no município, desencadeando a intersetorialidade com e entre diversas pastas da gestão pública municipal, dentre elas a Saúde, a Agricultura, o Planejamento, a Habitação, o Desenvolvimento Econômico, a Defesa Civil, a Cultura, a Educação, a Assistência Social e o Meio Ambiente. Na carteira das iniciativas, têm destaque: o programa de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (2011); o Arranjo Produtivo Local de Plantas Medicinais – APL (2012-2019), com o Ministério da Saúde; o PAC-Estrada da Saudade (2013), com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal; o projeto GIDES-JICA de cooperação entre Brasil e Japão na área de desastres socioambientais (2013-2017); o Diagnóstico Rápido Participativo – DRP e diversas ações de desdobramento para a promoção de saúde nos territórios, envolvendo as equipes de Estratégia da Saúde da Família e da assistência social (desde 2017); a implantação dos fóruns comunitários e Conselhos Locais de Saúde (desde 2018); os cursos de Educação Popular em Saúde (EduPopSUS), com a Escola Politécnica de Saúde – EPSJV (desde 2017), e de Especialização em Saúde Urbana, com a Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP (desde 2018); a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí - OCPIT, com apresentação de concertos em escolas públicas municipais e integrando a programação cultural oficial de fim de ano da cidade (desde 2012); e, mais recentemente, o monitoramento cartográfico participativo da Covid-19.

“São muitos projetos interessantes e tenho certeza que podemos aproveitar de maneira mais intensa essa parceria com essa instituição renomada no país. A Fiocruz pode nos ajudar de forma expressiva em questões como o mapeamento e combate à Covid-19 no município, já em curso, mas que podemos melhorar a interface entre os órgãos, para que o trabalho seja eficiente na ponta, para os que mais precisam”, afirmou o prefeito interino. Hammes também anunciou que a relação entre as partes será intensificada e, para tanto, nomeará uma pessoa do seu governo para gerir a relação Fiocruz-PMP e fazer a articulação intersetorial por dentro da gestão pública municipal.

Para Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí, a prefeitura é o maior parceiro da instituição. “Precisamos estreitar permanentemente e fomentar esta relação institucional de quase 10 anos. Quem ganha é o cidadão, porque trabalhamos com a promoção da saúde nos territórios, nas comunidades, particularmente naquelas mais expostas à fragilidade social. Com a decisão conjunta de estarmos ainda mais próximos, teremos resultados cada vez de maior impacto para a saúde pública e o bem-estar social do Município”, celebrou o diretor.

Novidades da Trilha do Arboreto:“a maior folha do mundo” e abelhas Jataí

 

A Trilha do Arboreto, situada no Palácio Itaboraí/Fiocruz-Petrópolis, é uma trilha urbana de 808 metros, com um acervo vivo de mais de 440 espécies de plantas identificadas, a maioria delas de uso medicinal, além de uma caixa com abelhas nativas, sem ferrão, do tipo “Jataí”.

Thaís Ferreira (Fórum Itaboraí / Fiocruz)

Neste finalzinho de ano a Trilha ganhou mais uma atração: trata-se de uma espécie da família Polygonaceae - Coccoloba gigantifolia, chamada de “Uva-da-amazônia”, a maior folha dicotiledônea (plantas como o feijão, que quando germinam dão dois cotilédones, ou seja, dois pares de folhas embrionárias) do mundo, registrada no livro dos recordes, Guiness Book. Esta espécie pode chegar a 13 metros de altura e suas folhas, a 2,40 x 1,68 metros. Ela é endêmica do Brasil, foi encontrada pela primeira vez, em 1982, às margens do rio Canumã, afluente do rio Madeira, no município de Borba, no estado do Amazonas. Segundo os pesquisadores que a encontraram, trata-se de uma espécie provavelmente rara e está listada como ameaçada de extinção na Lista Vermelha da IUCN.

O Palácio Itaboraí já dispunha de uma amostra de sua folha desidratada/seca (foto) e agora passa a tê-la no seu acervo vivo, para fins de preservação e conservação da espécie, além do desenvolvimento de trabalhos científicos sobre propriedades e benefícios da planta. A muda introduzida na Trilha do Arboreto foi uma doação do INPA – Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica, pelo pesquisador Dr. A. C. Cid Ferreira. 

Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí faz apresentação de Natal nada costumeira

Vídeos com apresentações estão disponíveis no YouTube

Thaís Ferreira (Fórum Itaboraí / Fiocruz)

 

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaborai – OCPIT acaba de disponibilizar no canal de youtube do Fórum Itaboraí três vídeos de seu curto concerto de Natal de 2020, em um formato adaptado às condições permitidas pelo contexto da pandemia da Covid-19. Para não gerar aglomerações, as apresentações foram realizadas com uma formação reduzida, de nove instrumentistas, em gravações realizadas na varanda do Palácio Itaboraí, em Petrópolis. No repertório estão: “Canção Angelical”, do compositor Félix Mendelssohn, “Greensleaves”, de compositor anônimo do século XVI, e “Feliz Natal e Boas Festas”, de Heitor Villa-Lobos, todas com adaptação de Sérgio Barboza e sob regência de Celso Franzen e de Luiz Felipe Galdino.

 

Formada, atualmente, por 24 jovens músicos de Petrópolis, estudantes da rede pública de ensino, a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí é um projeto sociocultural criado em 2013 pelo Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, cujo propósito é desenvolver o aprendizado com perspectiva profissionalizante e humanista. Os jovens musicistas vivenciam um curso intensivo e gratuito no decorrer de quatro anos, com aulas teóricas e práticas de música, masterclasses e intercâmbios com universidades de música, além de apresentações regulares de concertos para diversos públicos, inclusive em escolas da rede pública de Petrópolis, totalizando uma carga horária de 300 horas por ano.

 

“Este ano nosso concerto de Natal é atípico, bem diferente do que temos feito nos últimos anos, quando realizamos apresentações abertas ao público na concha acústica do Museu Imperial, na programação oficial da Prefeitura de Petrópolis e junto ao Sesc. Mas 2020 foi um ano muito desafiante para todos nós e, exatamente por isso, para buscarmos manter acesa a chama da criatividade, da superação e, sobretudo, da saúde integral, fizemos questão de presentear a sociedade com estas pérolas musicais, com o que estes jovens instrumentistas e toda a equipe da OCPIT conseguiu produzir, com tamanha entrega pessoal e qualidade, mesmo em tempos tão adversos”, celebra Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí.

 

Segundo o maestro e coordenador da OCPIT, Celso Franzen Jr., apesar da pandemia ter prejudicado muito a Orquestra, especialmente por se tratar de um grupo musical, que requer o trabalho em conjunto para se manter e evoluir, é possível tirar um saldo muito positivo dos trabalhos em 2020. “Embora alguns jovens tenham tido que abandonar a Orquestra por diversas razões durante a pandemia, a maioria dos alunos conseguiu sustentar uma rotina de estudos. Isso só foi possível com a determinação pessoal, além do apoio de toda a equipe da OCPIT e dos familiares, o que permitiu aos alunos manterem o nível musical que já haviam alcançado”, explica Celso. “E tivemos também um surpreendente desenvolvimento técnico de alguns alunos iniciantes, que estavam recém-chegados ao grupo quando a pandemia começou. Por isso, terminar o ano conseguindo produzir este pequeno concerto natalino e entregar isso de volta para sociedade é motivo de muito orgulho”, comemora o maestro.

 

Uma dessas alunas iniciantes é Thalyta Carvalho, de 16 anos, estudante do Liceu Municipal e que toca violino. Ela conta que sentiu muita falta de encontrar as pessoas da Orquestra e que algumas limitações como a intermitência da internet, os ruídos e movimentos de todos em casa enquanto ela aprendia e ensaiava e até a dificuldade de não entender algumas questões das aulas de teoria quase a fizeram desistir algumas vezes. “Mas os professores ajudaram muito a sermos persistentes e como eu não tinha nada pra fazer, estava à toa, acabei conseguindo me dedicar aos estudos do violino. Ia pra casa da minha avó, que fica aqui do lado, para estudar e valeu muito a pena, porque aprendi muito, coisas que antes eu não sabia e até tinha dificuldades e hoje me sinto bem mais confiante”, alega Thalyta.

 

E os resultados positivos não param por aí. Em 2020, A OCPIT recebeu a doação de instrumentos, que são fundamentais para a continuidade dos trabalhos. Dentre eles, um violoncelo, um violão, uma flauta transversal e o tão sonhado piano, que o grupo desejava há algum tempo, tanto para apoiar no trabalho de teoria musical com os alunos, quanto para compor um ambiente mais propício para concertos abertos no Palácio Itaboraí. A doadora é Karine Chaves da Silva, professora de inglês, que doou também a flauta. “Minha avó me deu esse piano quando eu tinha 16 anos. Meu sonho nessa idade era tocar piano profissionalmente, fazer faculdade de música e sair pelo mundo afora como musicista. Mas eu não tinha muito talento e hoje reconheço isso. Acabei tomando outro caminho, mas o piano continuou tendo toda minha estima, porém sem o mesmo espaço na minha vida. Ao doar a flauta para a OCPIT, vi que era hora do piano ir também. Eu chorei muito, mas fui consolada por entender que, apesar de eu não ter conseguido realizar aquele sonho, um pedacinho dele poderia ser parte da história e dos sonhos de outros adolescentes e jovens. Alguns recomendaram que eu vendesse, mas se eu fizesse assim não teria a mesma essência”, conta Karine, emocionada.

 

O ano de 2020 foi também de conquista pela OCPIT do Prêmio Maestro Guerra-Peixe de Cultura, na categoria “música erudita”, pelo trabalho realizado em 2019. Trata-se do mais importante reconhecimento do cenário cultural da cidade de Petrópolis e acontece todos os anos com o objetivo de consagrar os principais artistas e iniciativas culturais do município e, também, manter viva a homenagem a um dos maiores compositores e arranjadores brasileiros, o petropolitano César Guerra-Peixe (1914-1993). A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí recebe aporte financeiro do orçamento regular da Fiocruz, além do patrocínio da GE-Celma, desde fins de 2015, e da Schott Brasil, desde 2017, ambos por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e, ainda, doações de pessoas físicas, por meio do abatimento no imposto de renda devido.

 

Para conhecer mais sobre a Orquestra de Câmara do Palácio itaboraí, assista ao documentário em www.youtube.com/watch?v=kjeYKqG2J9s&t=1s

 

Projetos da Fiocruz podem receber doações a partir do IR de pessoa física

Plataforma online traz o passo-a-passo de como doar

Os projetos socioculturais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já podem receber doações de pessoas físicas através da campanha IR que Transforma. Lançada pela Vice-Presidência de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VPGDI/Fiocruz), por meio de seu Escritório de Captação de Recursos, a plataforma tem por objetivo incentivar a participação da sociedade civil no fortalecimento da cultura científica e da cidadania.

 

Com uma simples ação, é possível doar até 6% do imposto de renda devido a pagar ou a restituir para projetos socioculturais, com dedução fiscal de 100% do valor investido. Caso a doação aconteça até o dia 20 de dezembro de 2020, o valor doado já poderá ser lançado na declaração do IR de 2021, no campo próprio de “doações efetuadas”, possibilitando o benefício da isenção.

 

Atualmente, é possível destinar parte do Imposto de Renda para o projeto Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, um projeto sociocultural direcionado aos jovens estudantes da rede pública de ensino que oferece um curso intensivo com aulas teóricas e práticas, presenciais e online, de música, visando desenvolver o aprendizado com perspectiva profissionalizante. Com sede no Palácio Itaboraí, a Orquestra já formou dezenas de jovens, ajudando-os no ingresso nas mais renomadas universidades de música do país.

 

Para apoiar, basta calcular o potencial de dedução fiscal no próprio site, usando dados do imposto devido da última declaração entregue à Receita Federal, escolher o projeto e fazer a doação. É simples, rápido e fortalece a cultura no nosso país.

 

Mais informações no site: http://www.irquetransforma.org.br/

 

Para conhecer mais sobre a Orquestra de Câmara do Palácio itaboraí, assista ao documentário em www.youtube.com/watch?v=kjeYKqG2J9s&t=1s

Roda de conversa: Olhares pela Agricultura Urbana

Encontro online visa proporcionar trocas de experiências entre iniciativas de agricultura urbana, facilitar a atuação em redes e promover o debate da saúde e da segurança alimentar

Thaís Ferreira (Fórum Itaboraí / Fiocruz)

Na próxima quarta-feira, 4 de novembro, o Fórum Itaboraí realizará a roda de conversa Olhares pela agricultura urbana: Avanços e Entraves para a promoção da Saúde e da segurança alimentar” e reunirá tanto convidados que já militam pelos princípios e práticas da agroecologia no Brasil quanto representantes de comunidades petropolitanas que, com apoio do Fórum Itaboraí e em articulação em seus territórios, estão transformando olhares e práticas comunitários a partir da abordagem da agroecologia. 

A iniciativa integra os esforços da Rede Fiocruz de Agroecologia Urbana, formada pelo Campus Fiocruz Mata Atlântica, a Escola Politécnica Joaquim Venâncio e também o Fórum Itaboraí. Segundo o agrônomo Claudemar Mattos, da equipe da Fiocruz-Petrópolis e membro da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), “o tema da agroecologia é de interesse da sociedade porque envolve princípios de uma sociedade mais justa e mais equitativa, além dos princípios técnicos, pelo cultivo de alimentos sem agrotóxicos e sem adubos químicos e, portanto, mais saudáveis e sustentáveis”. Ainda, segundo o agrônomo, “esta prática comunitária, feita na cidade, pode resgatar e aproximar a relação campo-cidade e contribuir com a segurança alimentar e com a saúde não apenas do indivíduo que cultiva, mas da família, da comunidade, do município”. 

De acordo com Claudemar, o desenho e dinâmica concebidos para estas rodas de conversa visam promover trocas de saberes e experiências para ampliar e fortalecer a promoção da saúde, a segurança alimentar e a organização comunitária, por meio do incentivo e apoio às práticas de agricultura urbana e gestão dos resíduos sólidos. “Queremos conhecer sobre a experiência de outros territórios e pessoas que militam pela agricultura urbana com base na agroecologia, entender que obstáculos e conquistas os acompanham. E, por outro lado, ouvir das comunidades de Petrópolis como isso vem acontecendo em seus territórios. Acreditamos que estes elementos que chegarão à roda, além de promoverem a reflexão e a discussão coletiva, também podem dar referências e fortalecer as comunidades petropolitanas e, sobretudo, a prática em rede”, conclui o agrônomo.

Em Petrópolis, desde fevereiro de 2020, o Fórum Itaboraí trabalha em articulação com 11 comunidades (em cinco delas, com apoio do CNPq) tanto para trocas de conhecimento técnico em agricultura urbana – incluindo o cultivo propriamente e a gestão de resíduos orgânicos – quanto para o fortalecimento de laços comunitários, para o incremento da segurança nutricional e para a redução da vulnerabilidade socioambiental dos moradores dos territórios envolvidos. “Na vila Frei Davi, na comunidade do Amazonas, por exemplo, esta experiência já aponta para cerca de uma tonelada de resíduos domésticos que deixou de ir para o aterro sanitário, porque foram compostados pelos moradores”, conta Claudemar.

Na roda de conversa estarão: Bernadete Montesano, da Rede Carioca de Agricultura Urbana; Aline Kinast, do Coletivo Roots Ativa e Articulação Embaúba, de Belo Horizonte-MG; Robson Patrocínio, do Campus Fiocruz Mata Atlântica; Dalva Oliveira, da comunidade Amazonas; e Vagner Teixeira, da comunidade da Glória, ambos de Petrópolis, sob a mediação de Claudemar Mattos. O encontro será transmitido pelo canal do Fórum Itaboraí no Youtube, às 18h (https://youtu.be/i_DI2NarLpg).

 

Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí conquista Prêmio Maestro Guerra-Peixe 2020

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí-OCPIT conquistou, na última quinta-feira, 22 de outubro de 2020, o Prêmio Maestro Guerra-Peixe, o mais importante reconhecimento do cenário cultural em Petrópolis. O projeto do Fórum Itaboraí, que já havia concorrido ao prêmio em 2014, foi o vencedor na categoria "música erudita".

Criado em 2009 com o objetivo de incentivar e valorizar os principais agentes culturais do município, o prêmio é concedido pela Prefeitura de Petrópolis através do Instituto Municipal de Cultura e Esportes aos projetos, artistas e produções culturais que mais se destacam ao longo do ano.

“Ao longo destes quase oito anos, a Orquestra vem se consolidando e amadurecendo. Nessa trajetória, reafirmamos nossa missão de proporcionar caminhos e perspectivas mais saudáveis também para os nossos jovens, reduzindo as desigualdades e ampliando o acesso aos direitos. Por isso, através da Orquestra, trabalhamos para apoiar o desenvolvimento desses jovens para que possam não só se envolver com a música, mas terem-na também como profissão, caso desejem”, explica Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí. “A jornada que levou a Orquestra a tal reconhecimento já é por si um processo de muitas conquistas, com destaque para os jovens, claro, mas que envolve também suas famílias, maestro e professores, a coordenação do projeto, toda equipe do Fórum Itaboraí e apoiadores da OCPIT. Esse reconhecimento nos alegra, entusiasma e fortalece o compromisso de todos nós com a promoção da saúde por meio da música e nos faz celebrar, ainda mais, a comunidade de aprendizagem que é a Orquestra”, complementa Rosenberg.

Para Celso Frazen Júnior, Maestro e coordenador pedagógico da OCPIT, "Esse Prêmio chega aos alunos e proferssores como um fôlego novo diante de uma pandemia que tornou tudo mais difícil. É a coroação de todo um trabalho que começou no ano de 2013".

Em sua décima primeira edição, o Prêmio Maestro Guerra-Peixe foi realizado em um formato diferente devido à pandemia de COVID-19. Sem a possibilidade da tradicional cerimônia de entrega das estatuetas, o anúncio dos vencedores foi realizado através de transmissão pelo canal oficial da premiação no YouTube.

Clique aqui para conhecer todos os indicados e vencedores.

Momento do anúncio do vencedor da categoria "música erudita", durante a exibicão da premiação no YouTube.

Fórum Itaboraí é indicado ao Prêmio Maestro Guerra-Peixe pela quarta vez

Fórum Itaboraí concorre na categoria "música erudita" com o projeto "Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí"

O Prêmio Maestro Guerra-Peixe, o mais importante reconhecimento do cenário cultural em Petrópolis, foi criado em 2009 por iniciativa da Prefeitura Municipal de Petrópolis através da Fundação de Cultura e Turismo com o objetivo de homenagear os principais agentes culturais do município e resgatar um dos mais importantes músicos brasileiros do século XX, o maestro e compositor César Guerra-Peixe.

Em sua décima primeira edição, o prêmio tem 41 indicados em 11 categorias: música popular, música erudita, teatro, dança, artes visuais, literatura, comunicação, audiovisual, produção cultural, especial e notório reconhecimento.

Este ano, o Fórum Itaboraí concorre na categoria "música erudita" com o projeto "Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí" (OCPIT), uma iniciativa destinada a jovens estudantes da rede pública de Petrópolis que busca realizar um trabalho de inserção, cidadania, redução da desigualdade social e capacitação profissional através da música.

É a quarta indicação do Fórum Itaboraí, segunda da OCPIT que, em 2014, também foi indicada ao prêmio. As outras 2 indicações foram para o projeto Quartas Culturaisem 2016 e 2017.

A premiação será no dia 22 de outubro, com transmissão ao vivo pelo YouTube pelo link https://www.youtube.com/channel/UC_vfbq8IWGoRXhig7xHE-cQ.

O Prêmio Maestro Guerra-Peixe é uma realização da Prefeitura de Petrópolis e do Instituto Municipal de Cultura e Esportes.

Clique aqui para conhecer todos os indicados.

OCPIT na Praça da Liberdade (Petrópolis/RJ): apresentação fez parte da programação do Natal Imperial em 2019

 

       

 

Atividades do Fórum Itaboraí têm restrições devido à pandemia do coronavírus

Em conformidade com as decisões dos órgãos de saúde ligados ao poder público, o Fórum Itaboraí informa que implementou medidas para restringir a circulação de pessoas nas dependências do Palácio Itaboraí e nas ações de todos os projetos. Todas as atividades coletivas, internas e externas, estão suspensas. O Palácio Itaboraí permanecerá fechado para a visitação e só será permitida a entrada de funcionários, respeitando a escala estabelecida. O objetivo das ações é minimizar a possibilidade de contágio e disseminação do coronavírus. Contatos: E-mail: forumitaborai@fiocruz.br Facebook: facebook.com/forumitaborai

FALA TU: Fórum Itaboraí promove encontros sobre comunicação comunitária

Iniciativa direcionada para a discussão e reflexão da importância da comunicação comunitária para o fortalecimento territorial, para a promoção da saúde, para o engajamento, participação e mobilização

De 10 de outubro até 07 de novembro, sempre aos sábados, de 14h às 16h, no YouTube, abrimos uma roda de conversa com gente de comunidade, de periferia, que utilzia a comunicação comunitária para transformar os territórios em que vivem, com diálogo e participação social, dando voz e vez aos segmentos populares. No círculo, estiveram lideranças comunitárias de Petrópolis e também de fora de nossa cidade, em um diálogo franco, aberto e cheio de reflexões e aprendizados.

Transmissões dos eventos:

1) Comunicação Comunitária: O que é e como pode transformar o território?: https://youtu.be/pXFjVA0v_Tw

2) Comunicação Comunitária e Saúde: https://youtu.be/paC-FkJyxDw

3) Comunicação Comunitária e Memória: https://youtu.be/V3cC2rpwiIQ

4) Comunicação Comunitária: audiovisual e redes sociais: https://youtu.be/Wp-FVaisLm8

5) Comunicação Comunitária: audiovisual e redes sociais: jornal impresso e rádio comunitária: https://youtu.be/dZnqHfWoc2o

Conheça a programação completa dos cinco encontros:

Boas colheitas em tempos de pandemia

Práticas agroecológicas apoiadas pelo Fórum Itaboraí ajudam a transformar comunidades durante o isolamento social

As práticas agroecológicas com comunidades petropolitanas, promovidas pelo Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, tomou um novo formato desde o início do isolamento social causado pela pandemia da Covid-19: unindo criatividade, comunicação, tecnologia, integração, trocas de saberes e muito entusiasmo, quintais e pequenos espaços comunitários, por vezes abandonados, estão se transformando, ganhando vida, cores, aromas e novos sabores.  

Tudo começou com os Encontros de Formação e Interação de Saberes em Agricultura Urbana, que vinham acontecendo na comunidade do Amazonas, no Quitandinha, desde fevereiro de 2020. Eram 30 participantes, moradores não apenas do Amazonas, mas também dos bairros da Glória, Meio da Serra, Pedras Brancas, Posse e Retiro, que se reuniam uma vez na semana para, de um lado, ampliar conhecimento em agricultura urbana,aprendendo sobre técnicas de cultivo e gestão de resíduos orgânicos, como os restos da cozinha e da varrição de folhas e aparas de grama, e, de outro, fortalecer laços comunitários, aumentar a segurança nutricional e contribuir com a redução da vulnerabilidade socioambiental dos moradores e destes territórios.  

Segundo o agrônomo Claudemar Mattos, da equipe do Fórum Itaboraí e um dos responsáveis pelo ciclo de encontros, essa experiência tinha um caráter “piloto”, ou seja, onde a metodologia seria testada e, se necessário, ajustada para a replicação do curso para os outros sete bairros de Petrópolis em que o Fórum Itaboraí atua com práticas de gestão local participativa e intersetorial em saúde. “Foi quando veio o isolamento social e nos vimos no desafio de dar continuidade a estas práticas agroecológicas. Já tínhamos um grupo de whatsapp e foi por ele que mantivemos nossas conversas e prosas, ainda muito sem saber como essa forma de comunicação e trocas de conhecimentos poderia funcionar e quanto tempo este distanciamento poderia durar”, relembra o agrônomo.  

Aos poucos, a equipe do Fórum Itaboraí envolvida no ciclo de encontros foi testando e experimentando formas de abordar os conteúdos – antes previstos para os encontros presenciais – agora, neste novo ambiente mediado pela tecnologia, com informações técnicas e dicas sobre horta, alimentação, plantas medicinais, composteira e plantas alimentícias não convencionais – PANC. “Mas as práticas agroecológicas vão além das técnicas de cultivo. A partir da lida com a terra e daquilo que ela nos provê, a agroecologia toca em questões fundamentais como soberania, solidariedade econômica e social, trabalho comunitário e participação social, alimentos livres de agrotóxicos e o direito a uma alimentação saudável, gestão de resíduos, consciência ambiental e saúde, que são temáticas que trabalhamos transversalmente com este grupo”, explica Claudemar. 

Enquanto o isolamento social impossibilitou a realização dos encontros presenciais, o ambiente desterritorializado do whatsapp permitiu a inclusão e interação com mais pessoas interessadas, moradoras de outras comunidades de Petrópolis, e hoje o grupo de trocas de saberes em agricultura urbana conta com representantes de 11 localidades diferentes do município. Um deles é Vagner Teixeira, morador do bairro da Glória, em Corrêas, que já está colhendo e compartilhando com vizinhos um uma cesta de hortaliças que estão brotando da horta que ele começou a cultivar no terreno da casa da mãe, desde que vem participando dos encontros de agricultura urbana. “Eu lidava com jardinagem, mas nunca tinha mexido com horta, não sabia como fazer. Nestes encontros fui aprendendo como preparar a terra, como plantar a muda, a forma de regar, sobre ervas medicinais, como armazenar o grão na garrafa pet, como operar uma composteira. Mesmo pelo whatsapp eu interajo. Eles colocam os conteúdos e eu vou me aprimorando e tirando minhas dúvidas e aprendendo também com as dúvidas dos outros”, conta Vagner, que recebeu mudas e a estrutura da composteira do Fórum Itaboraí/Fiocruz para iniciar o projeto comunitário. 

“Hoje nossa composteira já conta com os restos de alimentos da cozinha da minha casa e de mais cinco vizinhos e já estamos usando este adubo pra horta. Aqui é nosso local de prática, enquanto esperamos as definições da Associação de Moradores para levar a horta para a parte de trás do campo de esporte, perto do colégio [E.M. Marieta Gonçalves]. E já estão aparecendo pessoas interessadas em integrar o projeto, porque estão vendo os benefícios. Imagina poder chegar no final de semana e ter um legume, uma verdura saudável para poder comer e saber que você participou daquilo? Tenho certeza de que a horta comunitária pode unir mais a comunidade”, anseia Vagner, que faz questão de enumerar o que já tem na horta:alface, agrião, beterraba, chicória, couve, salsa, cebolinha, sabugueiro, guaco, hortelã e capim limão. 

Do outro lado da cidade, no Amazonas, uma história similar também já pode ser contada pelos moradores da Vila Frei Davi, onde vivem 56 famílias. Na localidade já existia uma pequena horta comunitária, que foi incrementada com a participação, principalmente, das mulheres nos encontros de agricultura urbana. “Eu me envolvi porque o Serginho me convidou. Gosto muito de plantas. Minha mãe me ensinava muito sobre plantas medicinais e era só isso que conhecia. Me animei com os encontros, para poder conhecer mais e agora mexo com a terra todos os dias. Achava que alimentos sem agrotóxico era só pra rico. Mas vejo que podemos ter em casa, em pequenos espaços, em qualquer pedacinho de lugar. Estou completamente apaixonada por horta e isso mudou muito a minha vida”, conta, animada, Dalva Oliveira, 63 anos, aposentada e moradora da Vila. Além dos alimentos em si, Dalva destaca outros dois grandes ganhos do trabalho com a horta para a comunidade: “Uma das coisas boas é que o condomínio todo está ajudando a juntar restos alimentos, que colocamos na composteira. Até o mercadinho do bairro contribui. Já não jogamos mais nada desse tipo de resíduo na lixeira e, além de adubo para a horta, temos muito menos sujeira e ratos na lixeira da vila. Outra coisa é que, com as plantas medicinais que temos plantado, mais gente do bairro tá vindo aqui procurar os remédios naturais. Assim, vamos em uma rede de solidariedade, ajudando uns aos outros. A gente não se encharca tanto de remédios e nem de agrotóxicos. E já estamos pensando onde plantar as frutíferas”, celebra a moradora. 

Para Sérgio Monteiro, coordenador do Programa de Biodiversidade e Saúde do Fórum Itaboraí, apesar do isolamento social, estes encontros, ainda que mediados por tecnologia e tendo formatos em contínua experimentação, têm revelado que é possível contribuir com a construção de uma cadeia de práticas e de significados para a promoção da saúde dentro e entre distintas comunidades de Petrópolis. “As pessoas vão tomando consciência da qualidade do ambiente em que vivem e demonstram que são capazes de colocar em prática, transformar locais e hábitos que vão favorecer a vida delas e que elas próprias têm razões para valorizar. E uma influencia a outra, seja um vizinho, seja alguém de outro território, mas que está ali conectado pelo mesmo propósito”, conclui Monteiro.

 

Dalva Oliveira, moradora do Amazonas.

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